Aproxima-se o entardecer.
Mais um dia que se despede.
Nas ruas, as pessoas voltam apressadas para suas casas.
Querem descansar.
Eu fico aqui, observando os movimentos descoordenados desta multidão sem rosto, mas de estranha sintonia.
Penso ... como terá sido o dia daquele jovem que caminha ligeiro pela calçada?
Vaticino .... quais os pensamentos daquela senhora, de expressão sofrida, que caminha desajeitada com as sacolas do supermercado?
Vidas que caminham.
Vidas que se cruzam.
Ninguém se conhece.
Todos perigosamente distantes.
O que querem de suas vidas? O que farão deste entardecer?
Não sei, mas fico aqui a imaginar.
roberson klug


Um comentário:
Parabéns! Leva jeito.
Edilson
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