quarta-feira, 30 de maio de 2007

Culinária dos alemães do Volga

(foto ilustrativa)
O livro Origens - Família Schechtel/Família Iede (Jede), de autoria de Edilson Klug, após narrar os acontecimentos mais relevantes das famílias citadas durante os séculos, sem olvidar-se de contextualizar historicamente estes períodos como, v.g, os bastidores da imigração alemã para a Rússia (séc. XVIII), a vinda dos alemães para a América, o incentivo russo à migração dos alemães para a Sibéria, a fundação da República Autônoma dos Alemães do Volga, etc, reúne uma série de saborosas receitas típicas. Destarte, proponho a todos, hoje, experimentarmos a receita do Pão Alemão: Ingredientes: 300 ml de água morna; 50g de fermento fresco; 2 colheres de sopa de açúcar; 3 colheres de sopa de farinha de trigo. Misture tudo e aguarde 20 minutos, depois junte: 1 kg de farinha de trigo; 1 colher de sopa de sal; 2 colheres de sopa de banha; 1 copo de água ou leite. Amasse e sove até soltar das mãos, e deixe por 1 hora em vasilha coberta com pano de prato. Abaixar a massa, dividir em 3, colocar em forma untada, deixar crescer por mais 1 hora. Ponha em forno bem quente até corar.
Obs: Se bem embalado, dura até 15 dias sem estragar.
Dica: Se colocado na massa, 1 colher de sopa de farinha de mandioca, será atenuado o gosto de fermento no pão.

domingo, 27 de maio de 2007

"Raízes da Família Schechtel: Uma Jornada de Gerações da Alemanha à América"Um pouco de história sobre a família SCHECHTEL

(1) Ao lado, foto dos livros citados.

Um pouco de história sobre a família SCHECHTEL

A origem da família Schechtel, cuja saudosa memória tenho de minha avó paterna - Srª Alzira Schechtel Klug, foi assim relatada em "ORIGENS - FAMÍLIA SCHECHTEL/FAMÍLIA IEDE (JEDE)", de Edilson Klug (1): "As famílias Schechtel e Iede (alguns grafam Jede) são originárias do sul da Alemanha, mais precisamente das regiões de Rheinland-Pfalz e Hessen. Membros destas duas famílias partiram destes locais, juntamente com
um grande número de alemães e se estabeleceram na Rússia.
Este movimento de imigração ocorreu no século XVIII, entre os anos de 1764 e 1767. Os alemães permaneceram em torno de um século na Rússia, após o que foram forçados a deixar aquele país e imigrar para a América. Alguns chegaram ao Brasil e entre esses, meus antepassados".

Chegada do Trem - conto de Carlos Klug

COM A NOITE,
AQUELA SENSAÇÃO
DE VAZIO, DE INTEIRO
ABANDONO...
O pequeno rádio da sala ora dava
notícias de um mundo longínquo, ora
apregoava mercadorias, ou apresentava
uma cantiga.
Mas, por quê?
Se a verdadeira canção estava lá
fora, no cantar da fonte cristalina, no cicio
amoroso da folhagem, no perfume das
flores que desabrochavam.
Quando a grande poesia está na
espera por alguém que não vem.
Uma rãzinha verde fitava perplexa a
imensa abóbada estrelada, como que
cismando sobre a diferença que vai da
estreiteza do raciocínio humano à
incomensurável grandiosidade dos
desígnios divinos.
Em rápida sucessão rememorou os
principais acontecimentos da sua vida
conjugal, a aflição dos primeiros tempos
em que o marido viajava, sempre
temerosa de que algo de mal
acontecesse...
A angústia dos minutos intermináveis
de espera...
Todavia, para compensar, a alegria
das chegadas, ele cansado, porém
carinhoso, relatando com entusiasmo os
menores incidentes da viagem.
Até que, certo dia, a notícia do
acidente fatal, que a lançou na cruel solidão.
tecia demoradas considerações
sobre o assunto, procurando coragem
na sua fraqueza, como criança pobre
imagina um vestido de baile para sua
boneca de pano.
Caprichava no entrelaçamento das
idéias, porém, ao invés de fino rendado
deparava-se-lhe grotesco emaranhado.
Uma fina fatia de lua, lá do alto,
espreitava por detrás das nuvens,
vestindo de prata a exuberância da
noite brasileira.
E de repente, dentro da noite, o
silvo agudo do trem que chegava.
A Estação devia estar cheia de
gente que aguardava ansiosa os seus
entes queridos...
A viúva do maquinista enxugou
mais uma lágrima.
(página 17, do livro "Família Klug", de Edilson Klug)

sábado, 26 de maio de 2007

Quem foi Carlos Klug - Carlito

Meu avô - Carlos Klug, foi assim descrito no livro "Família Klug", de Edilson Klug: "Meu pai era conhecido como Carlito. Cursou o ginasial (2º grau) no Colégio Paranaense. Durante a juventude desenvolveu o gosto pela pintura e produziu alguns quadros a óleo. Parou de pintar ainda jovem. Trabalhou durante 35 anos nas áreas administrativas da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (RVPSC) e Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA). Casou-se com Alzira Schechtel em 16/01/1943 e residiu na Alameda Prudente de Moraes, nº 454, na cidade de Curitiba. Gostava da vida boêmia e era considerado por todos como pessoa de inteligência acima da média. Escrevia muito bem em prosa e verso. Produziu contos, artigos e poemas para jornais e para a revista "Correio dos Ferroviários", assinando como Carlos Klug, Carlito ou, ainda, usando os pseudônimos "Cirano" e "K.Litto". Aposentou-se da RFFSA no ano de 1980".

"Raízes da Família Klug: Da Pomerânia e Prússia, Uma Saga Que Resistiu ao Tempo"

Um pouco de história sobre a família KLUG

"... Nos séculos XVIII e XIX, a família Klug vivia na Pomerânia, antiga província da Alemanha. No século XVIII, esta província passou a fazer parte do reino da Prússia. Após a 2ª Grande Guerra, a Prússia deixou de existir e hoje o território da antiga Pomerânia está dividido entre Alemanha e Polônia".
"... No ano de 1772, Frederico, o Grande, determinou que fosse feito um levantamento sobre propriedade das terras na região da Pomerânia, então território da Prússia, com o objetivo de regularizar as cobranças do imposto sobre a terra. Neste levantamento, publicado pela Odessa Biblioteca Digital (http://pixer.cs.vt.edu/library/odessa.html), constam habitantes com o sobrenome Klug". Excerto do livro "Família Klug", de Edilson Klug

Mais de 230 anos após os primeiros registros ... o mais novo integrante da família Klug nasce em fev/2007.

Leonardo

Leonardo!
Quem poderia imaginar que a alegria de vê-lo, tranformar-se-ia na sensação mais intensa de nossas vidas.
Que Deus te ilumine no caminho da luz, bondade, altruísmo e retidão.
Papai e mamãe!

Entardecer

Aproxima-se o entardecer.

Mais um dia que se despede.

Nas ruas, as pessoas voltam apressadas para suas casas.

Querem descansar.

Eu fico aqui, observando os movimentos descoordenados desta multidão sem rosto, mas de estranha sintonia.

Penso ... como terá sido o dia daquele jovem que caminha ligeiro pela calçada?

Vaticino .... quais os pensamentos daquela senhora, de expressão sofrida, que caminha desajeitada com as sacolas do supermercado?

Vidas que caminham.

Vidas que se cruzam.

Ninguém se conhece.

Todos perigosamente distantes.

O que querem de suas vidas? O que farão deste entardecer?

Não sei, mas fico aqui a imaginar.

roberson klug